Saturday, June 23, 2007

Quase-cidade

Moro em uma pseudo-cidade no interior do estado. É aquele negócio: é meio perigosa, é meio grande, meio movimentada, meio tudo. Não tem teatro nenhum, e o que tem é um único cinema que atualiza o filme dois meses depois do lançamento. Se o mocinho estiver muito ansioso e interessado mesmo, que o baixe na internet.

É um meio-termo estressante, às vezes. Ou a coisa é roça, roça, ou é cidade, a bagunça, transito com demasiado movimento de carros e de pessoas. E cidade naturalmente com o que se tem direito: a variedade de teatros e cinemas e outras áreas de lazer cultural (e de boêmia) a mais. Mas se é roça-roça, que tenha, no máximo permitido, paralelepípedos nas ruas. O barulho dos cavalos por aí, e, que outro veículo de locomoção sejam as carroças ou até mesmo bicicleta. Casinhas dos portões baixos dando aquela tranqüilidade bucólica; do chão de assoalho; e, é claro, aquelas histórias e lendas todas que se tem nesses lugares, que de tanto repetir, a mais absurda parece verdade, uma verdade que só acontece ali.
Agora, quase-cidade é uma desordem. Não é pequeno demais pra ser roça, nem grande suficiente pra ser cidade. E aí é aquela mistura louca de charrete com automóvel, barulho de cavalgada com motor de carro, casa pequena com projeto-de-prédio do lado.
Algo ainda sem definição no Aurélio.

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